O deputado estadual , Amarildo Cruz (PT), usou à tribuna na
sessão ordinária dessa quarta-feira para destacar que o Ministério da Saúde se
colocou à disposição para ajudar nas ações voltadas ao melhoramento da saúde em
Mato Grosso do Sul. Prova disso, é que o relatório final realizado da
força-tarefa do órgão no Hospital do Câncer, na Santa Casa, no Hospital
Regional e no Hospital Universitário, em maio e junho deste ano, deverá ser
divulgado nos próximos 15 dias em Campo Grande.
Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz, o Ministério da
Saúde tem pleno conhecimento de todas as ações que são realizadas em Mato
Grosso do Sul. “O ministro vem acompanhando o trabalho das CPIS e da situação
da saúde em nosso Estado. Ele se colocou à disposição para nos ajudar em tudo o
que for preciso”, comentou.
Ainda de acordo com o deputado estadual Amarildo Cruz, o
problema da saúde é grave e só será resolvido com a união de forças. “Não é o ministro Alexandre Padilha, a CPI, ou
o gestor que vão resolver essa situação. Esse problema só será sanado o esforço
e comprometimento de cada um, inclusive do judiciário”, destacou.
Para finalizar, o presidente da CPI da Saúde em MS disse que
é possível perceber movimentações contrárias, com o objetivo de impedir os
trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa. “São
movimentos que sempre apoiaram esse caos da saúde. Quando percebemos esses
setores incomodados, temos certeza que estamos alcançado nosso objetivo. Nós,
de uma forma convicta e segura, contamos com o respaldo da sociedade e isso é o
que nos interessa”, finalizou.
Visita Ministro
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu aos
deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia
Legislativa que nos próximos dias será divulgado o relatório final da
força-tarefa do órgão, que realizou auditorias no Hospital do Câncer, na Santa
Casa, no Hospital Regional e no Hospital Universitário, em maio e junho deste
ano.
A divulgação dos dados ocorrerá em Campo Grande, durante uma
reunião conjunta das Comissões Parlamentares de Inquérito da Assembleia
Legislativa e da Câmara Municipal de Campo Grande. “O Ministério da Saúde divulgou um relatório
parcial. O relatório completo será divulgado pelo chefe da força-tarefa, que
irá participar da reunião das duas CPIS. A data da divulgação já está sendo
definida”, comentou o deputado estadual Amarildo Cruz.
O deputado Amarildo Cruz, presidente da CPI da Saúde em MS,
aproveitou a reunião com Alexandre Padilha e entregou um documento sobre o
fechamento do Pronto Atendimento Médico do Hospital Universitário. “O Ministro
de imediato solicitou providências para a reabertura do PAM do HU. Ele tem pleno
conhecimento sobre os problemas da saúde em nosso Estado e do trabalho que vem
sendo realizado para melhorar esse cenário”, comentou.
Além disso, o deputado estadual Amarildo Cruz cobrou de
Alexandre Padilha um posicionamento sobre os cinco aparelhos aceleradores lineares
que deveriam ser enviados para Mato Grosso do Sul, mas que foram recursados. “O
Ministério vai mandar uma manifestação oficial à CPI avisando quais os locais
que irão receber os equipamentos”, salientou.
Segundo Amarildo Cruz, o resultado da reunião com Alexandre
Padilha foi bastante positivo. “O Ministro assumiu o compromisso de nos
fornecer todas as informações necessárias. Prometemos que a conclusão do
relatório final da CPI da Assembleia será encaminhado primeiramente ao
Ministério da Saúde. Nele, vamos apontar os problemas e as sugestões para
melhorar a saúde em Mato Grosso do Sul”, finalizou.
Para o relator da CPI, deputado Junior Mochi (PMDB), a
reunião muito produtiva, pois puderam contextualizar sobre os trabalhos
desenvolvidos pela comissão e ao final deverão entregar ao Ministério um
diagnóstico da situação da saúde no Mato Grosso do Sul, bem como apontar ações
que poderão ser desenvolvidas pelo ministério para melhorar a saúde no estado.
Além disso, Junior Mochi destaca que os membros apresentaram
duas principais reivindicações, que foi a intervenção imediata para a
reabertura do Pronto Atendimento do Hospital Universitário e a destinação dos
aceleradores lineares ao HU e HR de Campo Grande e também para os municípios de
Dourados, Corumbá e Três Lagoas, totalizando três aparelhos.
Outros dois pedidos foram apresentados, um para que a União
aumente o teto financeiro destinado para a saúde de MS e outro para que a
coordenadora da força tarefa do Ministério da Saúde no MS, Inês Gadelha, seja
ouvida conjuntamente pelas duas Comissões Parlamentar de Inquérito, ou seja, da
Câmara Municipal de Campo Grande e da Assembleia Legislativa. “O ministro
gostou do que ouviu e se prontificou em dar andamento às nossas solicitações”,
comentou Mochi.
Além de Amarildo Cruz, o encontro contou com as presenças do
deputado estadual Junior Mochi, relator da CPI da Saúde em MS, do senador
Waldemir Moka e dos vereadores de Campo Grande, Flávio César e Carla
Stephanini.
CPI da Saúde em MS
A CPI da Saúde em MS foi criada no dia 23 de maio deste ano.
Os parlamentares querem saber como estão sendo feitos os repasses dos recursos
do Sistema Único de Saúde (SUS) para unidades hospitalares de Campo Grande,
Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova
Andradina, Ponta Porã e Naviraí. A investigação apura os repasses e convênios
feitos nesses municípios nos últimos cinco anos.
A Comissão Parlamentar de Inquérito tem 120 dias para apurar
as possíveis irregularidades, podendo ser prorrogada por mais dois meses. Já
foram ouvidos a ex-secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, o secretário
municipal de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, o presidente da Santa Casa
da Capital, Wilson Teslenco, os ex-diretores do Hospital Universitário, José
Carlos Dorsa, e do Hospital Regional de Campo Grande, Ronaldo Perches Queiroz.
Também foram ouvidos pelos parlamentares os ex-integrantes
da Junta Interventora da Santa Casa de Campo Grande, Antonio Lastória, Nilo
Sérgio Laureano Leme e Issan Moussa, o diretor-presidente do Hospital do
Câncer, Carlos Alberto Moraes Coimbra, e o ex-presidente do Conselho Estadual
de Saúde, Florêncio Garcia, além de gestores e conselheiros municipais de saúde
nas cidades de Dourados, Coxim e Aquidauana.
Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados
decidiram criar o e-mail cpisaude@al.ms.leg.br para que as pessoas possam
denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. Também foi criada a fan
pag CPI da Saúde em MS (https://www.facebook.com/cpidasaudeemms).
As pessoas podem assistir as oitivas de Campo Grande ao vivo no link
(http://www.al.ms.gov.br/Default.aspx?alias=www.al.ms.gov.br/tvassembleia).
Além disso, no canal de comunicação os internautas podem conferir matérias
sobre os trabalhos da Comissão e reprises das oitivas da CPI da Saúde em MS
realizadas em todo o Estado.
As reuniões ordinárias acontecem todas as segundas-feiras, sempre às 14 horas,
e as extraordinárias às quintas, no mesmo horário. Elas também podem ser
assistidas ao vivo pela Tv Assembleia, em Campo Grande pelo Canal 9, em
Dourados pelo Canal 9, e em Naviraí pelo Canal 44. Todas as oitivas realizadas
pela Comissão Parlamentar de Inquérito podem ser assistidas, ainda, no Youtube,
no canal cpidasaudeemms.
A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz - presidente, Lauro Davi (PSB) -
vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) -
vice-relator e Onevan de Matos (PSDB).

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