sábado, 15 de junho de 2013

CPI da Saúde em MS quer ouvir sindicatos e trabalhadores dos hospitais

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde em Mato Grosso do Sul querem ouvir os representantes dos conselhos e sindicatos de saúde, além dos trabalhadores dos hospitais das 11 cidades que serão investigadas pela CPI. O objetivo é obter o máximo possível de informações que possam ajudar no trabalho de apuração dos parlamentares. 

Conforme o presidente da CPI da Saúde em MS, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), a participação dos representantes dessas entidades vai possibilitar tomar ciência da qualidade do serviço da saúde prestado no local onde eles trabalham. “Nós queremos reforçar os nossos laços com a sociedade. Pretendemos ouvir os trabalhadores na área da saúde e os usuários do sistema de saúde. Também queremos ouvir os sindicatos e conselhos e se possível dentro do ambiente de trabalho”, explicou. 

Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz, as pessoas e os representantes dos sindicatos e conselhos de saúde devem ser ouvidos nas 11 cidades investigadas pela CPI. “Vamos promover as audiências públicas nos 11 municípios. Se for preciso, faremos audiência até dentro dos hospitais. Queremos fortalecer os laços com esses trabalhadores e usuários do Sistema Único de Saúde”, destacou. 

O deputado estadual Amarildo Cruz enaltece que o relatório final da CPI da Saúde em MS será encaminhado ao Ministério Público e ao Executivo Estadual e Municipal para que as medidas sejam tomadas. “Teremos o amparo da sociedade e estamos trabalhando dentro da legalidade. Vamos cobrar que providências sejam tomadas e os envolvidos responsabilizados na forma da lei”, salientou. 
A CPI vai investigar os recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde dos últimos cinco anos para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. As investigações serão realizadas durante 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais dois meses.

Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados decidiram criar um e-mail (cpisaude@al.ms.leg.br) para que as pessoas possam denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. "Esse e-mail será exclusivamente para receber denúncias de pessoas que possam nos ajudar. Queremos investigar, mas o papel principal da CPI é ajudar a melhorar a saúde em Mato Grosso do Sul. Por isso esse e-mail será fundamental no nosso trabalho", informou o deputado Amarildo Cruz. 

Ficou definido que as reuniões ordinárias da CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul serão realizadas todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas, sempre abertas à população. A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz (PT) - presidente, Lauro Davi (PSB) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB) - membro.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CPI da Saúde de MS solicita à Santa Casa documentação sobre Junta Interventora

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde em Mato Grosso do Sul já solicitaram ao presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, os dados apresentados por ele durante seu depoimento nessa segunda-feira. As informações mostram que houve superfaturamento na compra de alguns medicamentos, redução de leitos hospitalares e contratação de mais funcionários sem necessidade. A dívida da entidade era de R$ 47 milhões antes da intervenção e hoje chega a mais de R$ 160 milhões. Somente no último ano foram R$ 80 milhões em dívidas adquiridas pela Junta Interventora.

De acordo com o presidente da CPI da Saúde em MS, deputado estadual Amarildo Cruz (PT), com essa documentação em mãos os parlamentares poderão analisar a real situação que se encontra a Santa Casa de Campo Grande, o maior hospital do Estado. “O presidente da Santa Casa já nos sinalizou a entrega dessas informações, que serão fundamentais para o nosso trabalho de investigação. O que foi dito por ele na primeira reunião da CPI é estarrecedor”, destacou. 

Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz, na primeira reunião Wilson Teslenco disse que quando a Santa Casa era comandada pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) eram 15 empresas terceirizadas e que quando a Junta Interventora entregou o controle da administração o número totalizava 100 empresas. 

De acordo com Wilson Teslenco, a Junta Interventora reduziu os serviços prestados e aumentou a dívida da Santa Casa. Como exemplo, o presidente citou aos deputados que as internações, em 2004, somavam 34 mil; em 2005, 26 mil e em 2012, 27,7 mil. Os atendimentos de urgência e emergência passaram de 152 mil (2004) para 95 mil (2005) e para 116 mil, em 2012. As cirurgias decaíram de 22 mil (2004) para 17 mil (2005) e os leitos de 750 (2004) para 450 (2005) e 630 (2012).

O presidente da Santa Casa destacou também que a intervenção da Junta Administrativa da Santa Casa foi orquestrada durante anos. “Antes da intervenção a Santa Casa tinha 750 leitos disponíveis ao SUS. Depois da intervenção, houve uma redução para 630 leitos. O pronto-socorro chegou a fechar por uma semana. Neste período não houve investimento em nenhum leito. Ao longo desses anos a direção não estava voltada para o futuro do hospital, apenas uma reposta imediata para a saúde. Essa é a herança que a Abcg recebeu da Junta Interventora. Temos que começar a construir do zero. Agora estamos nesse impasse, com uma dívida de R$ 112 milhões com fornecedores e tributos e 460 ações que tramitam na vara civil e trabalhista, totalizando uma dívida superior a R$ 160 milhões”, salientou.

Wilson Teslenco frisou que uma auditoria está sendo realizada pela nova administração e irregularidades já foram encontradas. “Estamos apurando, temos auditores que estão assumindo agora e investigando uma série de situações. Temos que ter cuidado para apurar de forma correta e objetiva. Precisamos proteger as pessoas que são inocentes, separar o erro de uma ilegalidade, e distinguir para não cometer injustiças. No último dia da intervenção foi autorizada a compra de medicamentos que o consumo trimestre representava R$ 46 mil. No último dia se trocou a marca do medicamento por outra que custava R$ 500 mil. Uma parte já havia sido entregue, mas a outra conseguimos suspender e salvar R$ 1.6 milhão”, explicou.

Wilson Teslenco destacou que a atual gestão trabalha hoje com o objetivo de reduzir os gastos da entidade. “A relação contratual precisa ser reestabelecida. Os donos da Santa Casa são os campo-grandenses. A solução não é só aumentar a receita. A Santa Casa tem como reduzir seu custeio, quer seja pela readequação dos contratos, ou reduzindo o número de colaboradores. Hoje trabalhamos no sentido de aumentar a ampliação de convênios com planos particulares. O sucesso de qualquer negócio é fazer muito com pouco. Temos um seleto time para nos ajudar a fazer uma gestão séria. Não iremos tolerar sermos usados pelo poder público para remendar as falhas de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul. Em outubro do ano passado a direção chegou ao ponto de não efetuar o pagamento dos funcionários e fornecedores”, comentou.

Ainda de acordo com o presidente da Santa Casa, a CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul vai ajudar a população a entender melhor como funciona o setor da saúde no Estado. “De uma forma democrática e transparente, a CPI vai passar a limpo uma situação que tem gerado angústias, sofrimentos e mortes em Campo Grande e Mato Grosso do Sul, tudo isso por descaminhos e falta de informações e transparência. A sociedade não pode perder essa oportunidade”, finalizou.

Ainda de acordo com o deputado Amarildo Cruz, a Comissão Parlamentar de Inquérito decidiu investigar os cinco últimos anos de contratos. "Cinco anos é um período razoável. Se for necessário, podemos investigar convênios anteriores a este prazo, desde que seja comprovada alguma irregularidade. Queremos o melhor para a população", disse.

O deputado estadual Amarildo Cruz que já solicitou à Secretaria Estadual de Saúde informações sobre os repasses do SUS feitos pelo Estado nos últimos cinco anos. Além disso, os deputados estaduais que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito já solicitaram informações aos prefeitos e gestores de saúde dos 11 municípios escolhidos pela CPI. "Vamos dar um prazo de 8 dias para que sejam entregues os documentos referentes aos convênios e repasses dos anos de 2012 e 2011. As informações referentes aos outros 3 anos devem ser entregues em 7 dias, totalizando 15 dias para o fornecimentos dos dados", comentou.

A CPI vai investigar os recursos repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. As investigações serão realizadas durante 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais dois meses. 

Denúncias 

Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados decidiram criar um e-mail para que as pessoas possam denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. "Esse e-mail será exclusivamente para receber denúncias de pessoas que possam nos ajudar. Queremos investigar, mas o papel principal da CPI é ajudar a melhor a saúde em Mato Grosso do Sul. Por isso esse e-mail será fundamental no nosso trabalho", informou o deputado Amarildo Cruz. 

Ficou definido que as reuniões ordinárias da CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul serão realizadas todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas, sempre abertas à população. A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz (PT) - presidente, Lauro Davi (PSB) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB) - membro.

terça-feira, 11 de junho de 2013

CPI da Saúde envia ofício convocando Secretária Beatriz Dobaschi

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde em Mato Grosso do Sul já encaminharam hoje o ofício convocando a Secretária Estadual de Saúde, Beatriz Dobaschi, para depor na próxima reunião da CPI, agendada para o dia 17, a partir das 15 horas. Ela será a segunda pessoa a ser ouvida pelos parlamentares. 

A convocação da Secretária Estadual de Saúde foi deliberada ontem, e aprovada pela maioria dos deputados que integram a CPI. “Nós temos informações que nos permitem colher depoimentos. O e-mail da CPI já recebeu várias denúncias. Ainda não temos uma análise mais profunda, mas estamos adiantando as investigações. Queremos ouvir a Beatriz Dobaschi, pois ela nos poderá informar com clareza como estão sendo feitos os repasses do SUS aos 11 municípios investigados pela CPI”, explicou. 

Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz, caso haja necessidade as pessoas que já foram ouvidas pela CPI poderão ser convocadas novamente depois que os parlamentares analisarem os documentos enviados pelos gestores públicos municipais e do Governo do Estado. “Estamos convocando as pessoas mesmo antes de recebermos as informações solicitadas. Se for preciso, podemos convocar novamente as pessoas após a análise dos dados”, explicou. 

Ainda de acordo com o deputado Amarildo Cruz, a Comissão Parlamentar de Inquérito decidiu investigar os cinco últimos anos de contratos. "Cinco anos é um período razoável. Se for necessário, podemos investigar convênios anteriores a este prazo, desde que seja comprovada alguma irregularidade. Queremos o melhor para a população", disse.

O deputado Amarildo Cruz já solicitou à Secretaria Estadual de Saúde informações sobre os repasses do SUS feitos pelo Estado nos últimos cinco anos. Além disso, os deputados estaduais que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito já solicitaram informações aos prefeitos e gestores de saúde dos 11 municípios escolhidos pela CPI. "Vamos dar um prazo de 8 dias para que sejam entregues os documentos referentes aos convênios e repasses dos anos de 2012 e 2011. As informações referentes aos outros 3 anos devem ser entregues em 7 dias, totalizando 15 dias para o fornecimentos dos dados", comentou.

A CPI vai investigar os recursos repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. As investigações serão realizadas durante 120 dias, podendo ser prorrogadas por mais dois meses. 

Denúncias 

Para ajudar no trabalho de investigação, os deputados decidiram criar um e-mail (cpisaude@al.ms.leg.br) para que as pessoas possam denunciar irregularidades nas unidades hospitalares. "Esse e-mail será exclusivamente para receber denúncias de pessoas que possam nos ajudar. Queremos investigar, mas o papel principal da CPI é ajudar a melhorar a saúde em Mato Grosso do Sul. Por isso esse e-mail será fundamental no nosso trabalho", informou o deputado Amarildo Cruz.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Intervenção foi prejudicial à Santa Casa, destaca presidente durante reunião da CPI da Saúde

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde em Mato Grosso do Sul ouviram hoje o presidente da Santa Casa de Campo Grande, Wilson Teslenco. O depoimento foi o primeiro da CPI. Na oitiva ficou comprovado que a Santa Casa foi prejudicada com a intervenção do município de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul. A dívida da entidade era de R$ 47 milhões antes da intervenção e hoje chega a mais de R$ 160 milhões. Somente no último ano foram R$ 80 milhões em dívidas adquiridas pela Junta Interventora.

Segundo o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, os antigos gestores não se preocuparam nos oito anos de intervenção em preservar a entidade, mas sim fazer com que a unidade hospitalar fosse uma extensão das Secretarias Municipal de Campo Grande e do Estado. “O objetivo não foi alcançado, que era garantir o serviço. O patrimônio foi construído pela ABCG e depois consumido por esse endividamento. A Santa Casa legalmente não existe mais. A dívida consumiu o patrimônio. Essa é a herança que a Abcg recebeu da Junta Interventora. Temos que começar a construir do zero. Agora estamos nesse impasse, com uma dívida de R$ 112 milhões com fornecedores e tributos e 460 ações que tramitam na vara civil e trabalhista, totalizando uma dívida superior a R$ 160 milhões”, destacou.

Conforme o presidente da Santa Casa, a intervenção da Junta Administrativa da Santa Casa foi orquestrada durante anos. “Antes da intervenção a Santa Casa tinha 750 leitos disponíveis ao SUS. Depois da intervenção, houve uma redução para 630 leitos. O pronto-socorro chegou a fechar por uma semana. Neste período não houve investimento em nenhum leito. Ao longo desses anos a direção não estava voltada para o futuro do hospital, apenas uma reposta imediata para a saúde”, destacou.

O presidente da Santa Casa explicou que a Junta Interventora contratou mais pessoas, aumentou as terceirizações e realizou contratos com valores absurdos para aquisição de medicamentos. “Quando deixamos a direção da Santa Casa tínhamos dois mil colabores. Com a intervenção, esse número subiu para três mil. As terceirizações triplicaram. Foram mais de 100. Isso vai significar um grande desafio. Para dispensar os funcionários precisa de dinheiro. É um desfio bastante grande recuperar a Santa Casa”, destacou.

Wilson Teslenco frisou que uma auditoria está sendo realizada pela nova administração e irregularidades já foram encontradas. “Estamos apurando, temos auditores que estão assumindo agora e investigando uma série de situações. Temos que ter cuidado para apurar de forma correta e objetiva. Precisamos proteger as pessoas que são inocentes, separar o erro de uma ilegalidade, e distinguir para não cometer injustiças. No último dia da intervenção foi autorizada a compra de medicamentos que o consumo trimestre representava R$ 46 mil. No último dia se trocou a marca do medicamento por outra que custava R$ 500 mil. Uma parte já havia sido entregue, mas a outra conseguimos suspender e salvar R$ 1.6 milhão”, explicou.

Conforme o presidente Wilson Teslenco, a má administração causou uma série de prejuízos, entre elas a impossibilidade de conseguir um financiamento para quitar a dívida do hospital. “Hoje a Santa Casa enfrenta uma série de grandes ações judiciais. Além disso, não temos o dinheiro para pagar os tributos, o que nos impede a possibilidade de conseguir um financiamento para saldar a dívida do hospital. A Junta Interventora não respeitou o Plano Operativo, que prevê quais são as condições de pagamento, quantidade e que serviços eram realizados. Nós descobrimos que o serviço que a Santa Casa faz e o previsto no plano operativo não tem conotação com a realidade e quantidade dos serviços prestados. Hoje a Santa Casa tem prestado mais serviço do que recebe. Há uma confusão entre quem paga e quem recebe. Ao longo dos 8 anos esse papel ficou confuso. Vários bolsos de uma calça só. Só que o único bolso que saiu rasgado foi o da Santa Casa”, desabafou.

Wilson Teslenco destacou que a atual gestão trabalha hoje com o objetivo de reduzir os gastos da entidade. “A relação contratual precisa ser reestabelecida. Os donos da Santa Casa são os campo-grandenses. A solução não é só aumentar a receita. A Santa Casa tem como reduzir seu custeio, quer seja pela readequação dos contratos, ou reduzindo o número de colaboradores. Hoje trabalhamos no sentido de aumentar a ampliação de convênios com planos particulares. O sucesso de qualquer negócio é fazer muito com pouco. Temos um seleto time para nos ajudar a fazer uma gestão séria. Não iremos tolerar sermos usados pelo poder público para remendar as falhas de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul. Em outubro do ano passado a direção chegou ao ponto de não efetuar o pagamento dos funcionários e fornecedores”, comentou.

Ainda de acordo com o presidente da Santa Casa, a CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul vai ajudar a população a entender melhor como funciona o setor da saúde no Estado. De uma forma democrática e transparente, a CPI vai passar a limpo uma situação que tem gerado angústias, sofrimentos e mortes em Campo Grande e Mato Grosso do Sul, tudo isso por descaminhos e falta de informações e transparência. A sociedade não pode perder essa oportunidade.

Ministério Público

Segundo o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, quando da intervenção em 2004, os Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho alegaram que o melhor para a unidade seria o controle do município de Campo Grande e do Estado de Mato Grosso do Sul. “Foi afirmado que o poder público teria mais facilidade de administrar a Santa Casa, pois teria recursos necessários para arcar com os custos para manter a unidade. Mas na verdade o que aconteceu foi um aumento da dívida, redução dos leitos e do número de atendimento aos pacientes”, lembrou.

Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz, presidente da Comissão, à vinda do presidente da Santa Casa foi de grande ajuda para a CPI. “Sua participação foi muito importante. Ajudou a elucidar uma série de dúvidas dos deputados. Agora vamos saber se a situação da Santa Casa melhorou ou piorou com a intervenção. Hoje, houve um compromisso no sentido de fazer um relatório para ajudar na nossa investigação. Vamos levantar os problemas e apresentarmos solução”, explicou.

Criação do hospital

Wilson Teslenco destacou aos deputados que a Santa Casa foi criada como uma iniciativa de homens públicos que percebendo a ausência do poder público tiveram a iniciativa de fundar, levantar recursos com a população da época e deram início nesse projeto. “Foi uma iniciativa corajosa. Foi obtido um financiamento na Caixa Econômica Federal. A obra teve início em 1977 e terminou três anos depois. O financiamento deveria ser pago em 15 anos, mas foi pago em 12.

Segundo o presidente, a partir de 1988 foi implantado no Brasil o SUS, considerado por ele uma das melhores ações. “É um sistema universal de atendimento. Um projeto arrojado, mas que trouxe algumas dificuldades que ainda precisam ser resolvidas. A partir desse momento deixou de haver a filantropia e a obrigatoriedade dos três entes públicos, o que não ocorreu na sua totalidade”, afirmou.

Convocações

O deputado estadual Amarildo Cruz, após deliberação com outros deputados que integram a Comissão, que a CPI da Saúde vai ouvir na próxima segunda-feira a Secretaria Estadual de Saúde, Beatriz Dobaschi. “Estamos convocando as pessoas mesmo antes de recebermos as informações solicitadas. Se for preciso, podemos convocar novamente as pessoas após a análise dos dados. Nós temos informações que nos permitem colher depoimentos. O e-mail da CPI já recebeu várias denúncias. Ainda não temos uma análise mais profunda, mas estamos adiantando as investigações”, finalizou.

CPI da Saúde em MS ouve hoje presidente da Santa Casa

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde em Mato Grosso do Sul realizam hoje a primeira oitiva da CPI. Nessa segunda-feira será ouvido pelos parlamentares Wilson Teslenco, presidente da Santa Casa de Campo Grande, o maior hospital do Estado. O depoimento, aberto ao público, está marcado para iniciar às 15 horas e vai acontecer na Assembleia Legislativa.

Segundo o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), o presidente da Santa Casa foi convidado a depor por causa da importância que o hospital representa para a saúde em Mato Grosso do Sul. “A Santa Casa é o maior hospital do Estado. Queremos tomar conhecimento sobre como está o atendimento aos pacientes, sobre o funcionamento do local, repasse de recursos, aplicação dos mesmos e se eles são suficientes para atender as necessidades da unidade”, destacou. 

Além disso, conforme o deputado estadual Amarildo Cruz, os requerimentos solicitando informações às secretarias municipais de saúde, à Secretaria Estadual de Saúde, às prefeituras municipais e gestores de saúde das 11 cidades que serão investigadas pela CPI já foram encaminhados. “Os documentos já foram enviados. Essas informações vão nos possibilitar saber qual o valor dos recursos repassados para cada município e se a sua aplicação aconteceu da forma correta”, destacou. 

A CPI da Saúde terá 120 dias para concluir os trabalhos de investigação, podendo ser prorrogada uma vez, por mais 60 dias. Os deputados decidiram investigar os recursos repassados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí.
De acordo com o deputado estadual Amarildo Cruz, a Comissão Parlamentar de Inquérito decidiu investigar os cinco últimos anos de contratos. "Cinco anos é um período razoável. Se for necessário, podemos investigar convênios anteriores a este prazo, desde que seja comprovada alguma irregularidade. Queremos o melhor para a população", disse.

Denúncias 

Para ajudar no trabalho de investigações, os deputados decidiram criar um e-mail (cpisaude@al.ms.leg.br) para que as pessoas possam fazer suas denúncias. “Com certeza receberemos muita ajuda por parte da população. As pessoas sabem da importância do nosso trabalho e com certeza irão nos ajudar. Todos querem uma saúde melhor para Mato Grosso do Sul”, salientou. 
Outra medida adotada pela CPI foi a contratação de 6 peritos, sendo 2 médicos, 2 da área contábil e financeira e outros 2 do setor jurídico. "Esses peritos não podem ter qualquer ligação com órgãos públicos ou entidades governamentais. Queremos o máximo de transparência na análise dos documentos. São peritos isentos, para que a CPI possa ter autonomia", comentou.

Ficou definido que as reuniões ordinárias da CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul serão realizadas todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas, sempre abertas à população. A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz (PT) - presidente, Lauro Davi (PSB) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB) - membro.

domingo, 9 de junho de 2013

População pode colaborar com CPI da Saúde via e-mail

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a existência de possíveis irregularidades no repasse de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí, quer ouvir o que a população tem a dizer.

Para isso, foi criado o e-mail cpisaude@al.ms.leg.br. Por meio do endereço virtual, a população pode apresentar denúncias, fazer críticas sobre o atendimento nas unidades de saúde, prestando informações que auxiliem no andamento dos trabalhos. Com a ferramenta, qualquer pessoa, de qualquer lugar do Estado, poderá, através do endereço eletrônico, contribuir com as investigações da comissão.

A estudante Gerciane Alves da Silva gostou da iniciativa. “Já enfrentei alguns problemas quando busquei atendimento em Unidades Básicas de Saúde da Capital. O problema é que a gente acaba sem saber para quem reclamar. Portanto, acho muito importante essa iniciativa e tenho certeza que com a contribuição de pessoas como eu, a comissão deve ter resultados positivos”, avalia.

Um profissional ficará responsável por gerenciar o e-mail. Ele vai ler os e-mails e encaminhar as demandas para os membros da CPI. O gestor deverá, também, enviar respostas aos internautas. “O que queremos é aproximar a população da discussão e, mais do que isso, garantir resolução para o problema”, justifica o deputado Amarildo Cruz (PT), presidente da comissão.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que mais da metade da população do Estado tem acesso à internet. “Acredito que a ferramenta é um canal muito promissor que nos auxiliará muito, afinal, quem melhor para falar sobre os problemas da saúde pública do que os usuários?”, defende Amarildo.

O presidente da comissão acredita que o e-mail vai agregar valor ao relatório e deve pressionar os poderes Judiciário e Executivo a tomarem providências mais efetivas.

Reunião - Na próxima segunda-feira (10/6), às 15h, acontece a segunda reunião da CPI no plenarinho Nelito Câmara. Na ocasião, será ouvido o diretor da Santa Casa de Campo Grande, Wilson Teslenco. Ele será o primeiro a depor para a comissão.

A CPI tem 120 dias para investigar as irregularidades, além de apurar a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de serviços realizados com verbas repassadas pelo SUS.

sábado, 8 de junho de 2013

CPI da Saúde na Assembleia quer receber denúncias da população

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde em Mato Grosso do Sul criou um correio eletrônico para receber denúncias sobre irregularidades na aplicação dos recursos repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o deputado Amarildo Cruz (PT), presidente da CPI, o e-mail cpisaude@al.ms.leg.br é “uma ferramenta que vai ajudar nas investigações. Com certeza receberemos muita ajuda por parte da população. As pessoas sabem da importância do nosso trabalho e com certeza irão nos ajudar”.

Na primeira reunião, realizada esta semana na Assembleia Legislativa, ficou decidido que a comissão vai investigar possíveis irregularidades praticadas nos últimos cinco anos em unidades de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. Ficou definido ainda que as reuniões ordinárias da CPI da Saúde em Mato Grosso do Sul serão realizadas todas as segundas-feiras, a partir das 15 horas. Na Capital, os deputados vão investigar os recursos destinados à Santa Casa e ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian. A CPI encaminhou ofício convocando o diretor da Santa Casa, Wilson Teslenco, para depor na próxima reunião ordinária da comissão, no dia 10. Ele será o primeiro a ser ouvido pelos parlamentares.

Os deputados estaduais que integram a comissão também decidiram que vão solicitar informações ä Secretaria de Estado de Saúde, aos prefeitos e gestores municipais de saúde. Estes terão prazo de oito dias para entregar os documentos referentes aos convênios e repasses dos anos de 2012 e 2011. As informações referentes aos outros três anos devem ser entregues em sete dias, totalizando quinze dias para o fornecimento dos dados. Outra medida adotada pela CPI será a contratação de seis peritos, sendo dois médicos, dois da área contábil e financeira e outros dois do setor jurídico. Os peritos não podem ter qualquer ligação com órgãos públicos ou entidades governamentais. A comissão é composta pelos deputados Amarildo Cruz, presidente; Lauro Davi (PSB), vice-presidente; Junior Mochi (PMDB), relator; Mauricio Picarelli (PMDB), vice-relator e Onevan de Matos (PSDB), membro.