sábado, 3 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
CPI da Saúde em MS realiza oitiva em Ponta Porã na próxima segunda-feira
A Comissão
Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa que investiga possíveis
irregularidades nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) para 11 municípios
de Mato Grosso do Sul estará na próxima segunda-feira (5) na cidade de Ponta
Porã. A oitiva vai acontecer a partir das 14 horas no auditório da Prefeitura
Municipal.
Na ocasião, os deputados vão ouvir o atual Secretário Municipal de Saúde e
Diretor Interino do Hospital Regional de Ponta Porã, Eduardo Santos Rodrigues, o
ex-Secretário Municipal de Saúde, Josué da Silva Lopes, a Coordenadora do
Conselho Municipal de Saúde, Estelita Aparecida Ajala e a ex-Coordenadora do
Conselho Municipal de Saúde, Nelci Ribeiro de Andrade.
A ida à Ponta Porã foi
deliberada na reunião extraordinária de ontem, quando os deputados ouviram o
diretor-presidente do Hospital do Câncer, Carlos Alberto Moraes Coimbra, e o
ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Florêncio Garcia.
Requerimento
Na reunião extraordinária
de ontem (1) lideranças da Frente Estadual em Defesa da Saúde Pública
entregaram ao deputado estadual Amarildo Cruz (PT) requerimento solicitando a
reconvocação da ex-secretária Beatriz Dobaschi, e a convocação do médico
Adalberto Siufi e do governador André Puccinelli, para depor na Comissão
Parlamentar da Assembleia Legislativa.
O deputado estadual
Amarildo Cruz (PT), presidente da CPI da Saúde em MS, recebeu o requerimento e
afirmou que irá deliberar as convocações juntamente com os outros integrantes
da Comissão. “É importante essa participação popular, pois a CPI da Saúde é das
pessoas. Já ouvimos a Beatriz Dobaschi e se for necessário vamos reconvocá-la.
O médico Adalberto Siufi foi convocado, mas devido a uma viagem ao exterior
pediu para ser ouvido após seu retorno ao Brasil, que vai acontecer na segunda
quinzena deste mês. Em relação ao governador, vamos discutir o assunto com os
outros deputados”, falou.
CPI da Saúde em MS
A CPI da Saúde em
MS foi criada no dia 23 de maio deste ano. Os parlamentares querem saber como
estão sendo feitos os repasses dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS)
para unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três
Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí. A
investigação apura os repasses e convênios feitos nesses municípios nos últimos
cinco anos.
A Comissão
Parlamentar de Inquérito tem 120 dias para apurar as possíveis irregularidades,
podendo ser prorrogada por mais dois meses. Já foram ouvidos a ex-secretária
estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, o secretário municipal de Saúde de Campo
Grande, Ivandro Fonseca, o presidente da Santa Casa da Capital, Wilson
Teslenco, os ex-diretores do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa, e do
Hospital Regional de Campo Grande, Ronaldo Perches Queiroz.
Também foram
ouvidos pelos parlamentares os ex-integrantes da Junta Interventora da Santa
Casa de Campo Grande, Antonio Lastória, Nilo Sérgio Laureano Leme e Issan
Moussa, o diretor-presidente do Hospital do Câncer, Carlos Alberto Moraes
Coimbra, e o ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Florêncio Garcia, além
de gestores e conselheiros municipais de saúde nas cidades de Dourados, Coxim e
Aquidauana.
Para ajudar no
trabalho de investigação, os deputados decidiram criar o e-mail
cpisaude@al.ms.leg.br para que as pessoas possam denunciar irregularidades nas
unidades hospitalares. Também foi criada a fan pag CPI da Saúde em MS (https://www.facebook.com/cpidasaudeemms).
As pessoas podem assistir as oitivas de Campo Grande ao vivo no link
(http://www.al.ms.gov.br/Default.aspx?alias=www.al.ms.gov.br/tvassembleia).
Além disso, no canal de comunicação os internautas podem conferir matérias
sobre os trabalhos da Comissão e reprises das oitivas da CPI da Saúde em MS
realizadas em todo o Estado.
As reuniões ordinárias acontecem todas as segundas-feiras, sempre às 14 horas, e
as extraordinárias às quintas, no mesmo horário. Elas também podem ser
assistidas ao vivo pela Tv Assembleia, em Campo Grande pelo Canal 9, em
Dourados pelo Canal 9, e em Naviraí pelo Canal 44. Todas as oitivas realizadas
pela Comissão Parlamentar de Inquérito podem ser assistidas, ainda, no Youtube,
no canal cpidasaudeemms.
A CPI é composta pelos deputados Amarildo Cruz - presidente, Lauro Davi (PSB) -
vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) -
vice-relator e Onevan de Matos (PSDB).
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
CPI da Saúde constata que equipamento de R$ 500 mil foi adquirido sem autorização no Hospital do Câncer
O diretor-presidente do
Hospital do Câncer de Campo Grande, Carlos Alberto Moraes Coimbra, disse
durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia
Legislativa, nessa quinta-feira (1), que vários contratos, para aquisição de
equipamentos, de medicamentos e de contratação de funcionários, estavam sendo
feitos sem a avaliação do Conselho Curador do Hospital do Câncer.
Segundo Carlos Alberto
Moraes Coimbra, um dos casos mais graves ocorreu em 2008, quando foi adquirido pela
antiga gestão do Hospital do Câncer, na época de responsabilidade do médico
Adalberto Siufi, um aparelho de braquiterapia no valor de R$ 500 mil sem a
autorização do Conselho Curador. “Houve a compra do equipamento e em seguida o
pedido de licença a Adalberto Siufi para ceder o braquiterapia à clínica
Neorad. Foi alegado que para o aparelho funcionar no Hospital do Câncer seria
necessário a construção de uma sala no valor de R$ 100 mil”, explicou.
Conforme Carlos Alberto
Moraes Coimbra, que na época presidia o Conselho Curador, ele aceitou o empréstimo
do equipamento, desde que houvesse a aprovação do Ministério Público Estadual. “O
MPE deu parecer contrário ao empréstimo do braquiterapia. A orientação era de
que fosse feito um convênio para a construção da sala para abrigar o
equipamento no Hospital do Câncer”, destacou.
Além disso, Carlos Alberto
Moraes Coimbra, falou que o médico Adalberto Siufi empregava amigos,
familiares, sócios e prestadores de serviços no Hospital do Câncer. “O Conselho
Curador não tinha voz, pois vivia numa total submissão. Quem mandava no
hospital era a diretoria executiva, presidida por Adalberto Siufi. Infelizmente
não existia uma medida proibindo a contratação de familiares. Houve caso em que
um médico que trabalhava no hospital e tinha um laboratório que prestava
serviço na unidade”, comentou.
Carlos Alberto Moraes
Coimbra disse que fez denúncias ao Ministério Público Estadual sobre as
irregularidades e a partir desse momento promotores passaram a acompanhar as
reuniões do Conselho Curador. “As irregularidades começaram a ser resolvidas
com a chegada do MPE. Muitos conselheiros perceberam o papel dos promotores e
decidiram se afastar do hospital”, falou.
Carlos Alberto Moraes
Coimbra disse ainda aos deputados que logo após assumir como diretor-presidente
do Hospital do Câncer de Campo Grande decidiu promover uma série de mudanças. “Fizemos
uma reavaliação dos contratos, entre eles o com a Neorad, que foi extinto, contratamos pessoas técnicas, mas com base
na análise de currículos. Também constatamos que o município de Campo Grande não
cobrava o Plano Operativo do Hospital do Câncer. Assumimos o hospital numa
situação caótica. Constatamos que Adalberto Siufi ganhava mensalmente R$ 100
mil por mês no hospital por serviços médicos prestados, fora os vencimentos
referentes aos serviços prestados por ele à Prefeitura Municipal e à
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul”, esclareceu.
Por fim, Carlos Alberto
Moraes Coimbra e outros diretores do Hospital do Câncer não recebem pelos
serviços prestados à entidade. “Não temos remuneração nenhuma, pois nosso
trabalho é voluntário. Estamos fazendo isso para ajudar a reconstruir o
hospital. Hoje arrecadamos em média R$ 170 mil por mês com doações, R$ 30 mil a
menos que na gestão passada. Também recebemos R$ 250 mil mensais do Governo do
Estado, num total de R$ 9 milhões, para a construção de uma nova unidade que
será inaugurada em julho do próximo ano e abrigará 248 leitos, 202 a mais que a
capacidade atual da unidade hospitalar. Também estamos buscando junto à bancada
federal a liberação de um novo acelerador linear. O Ministério da Saúde já
sinalizou que vai nos fornecer o equipamento”, finalizou.
Os deputados também
ouviram o ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Florêncio Garcia, o qual
destacou que por várias vezes a entidade constatou as irregularidades e
comunicaram os fatos ao Ministério Público Estadual e ao Governo do Estado. “Nós
sabíamos que estavam morrendo pessoas no Hospital do Câncer. Comunicamos à
Secretaria Estadual de Saúde e solicitamos uma reunião com Beatriz Dobaschi
para discutir alguns assuntos relacionados à saúde, entre eles o da oncologia
do Hospital do Câncer, mas infelizmente Beatriz Dobaschi não compareceu ao
encontro”, esclareceu.
Florêncio Garcia explicou que
por várias vezes comunicou à Secretaria Estadual de Saúde afirmando que estava
havendo superfaturamento de contratos no Hospital Regional de Campo Grande e de
irregularidades na carga horária de servidores. “O Hospital tem mais de 350
médicos e não consegue funcionar a contento para atender a população. Lá, há
problemas na escala dos servidores. Tivemos discussões acirradas com a Beatriz
Dobaschi. Ficou comprovado que não tinha disposição dela para atender nossas conversas.
Ela não tinha autonomia e muito menos força política para resolver os problemas.
As situações que estão surgindo agora foram apontadas pelo Conselho de Saúde no
passado”, disparou.
Para finalizar, Florêncio
Garcia comentou que uma solução para ajudar a resolver os problemas de saúde em
Mato Grosso do Sul é a união entre o Tribunal de Contas do Estado, Ministério
Público Estadual e a Assembleia Legislativa. “Acho que esse levante popular que
ocorreu no Brasil nos últimos dias fez com que os poderes constituídos decidissem
mudar sua postura. Os órgãos deliberativos trabalhando em conjunto terão um
controle maior de fiscalização”, disse.
Para o deputado estadual,
Amarildo Cruz (PT), a oitiva de hoje foi muito importante porque os
parlamentares conseguiram tomar ciência da situação do Hospital do Câncer e da
atuação do Conselho Estadual de Saúde. “ Foram depoimentos necessários que
trouxeram à tona denúncias de que uma família mandava dentro do Hospital do Câncer
e que a ex-secretária Beatriz Dobaschi não atendia as reivindicações feitas
pelo Conselho Estadual de Saúde”, declarou.
Amarildo Cruz, presidente
da CPI da Saúde em MS, disse ao final da oitiva de hoje que o Hospital do
Câncer terá um capítulo no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito
da Assembleia Legislativa. “Com certeza o hospital fará parte desse documento.
Também queremos destacar ações que possam melhorar o trabalho dos Conselhos Municipais
e Estadual de Saúde, que hoje têm poucos recursos e suas recomendações não são
atendidas pelas secretarias de saúde”, finalizou.
Amarildo Cruz solicita conclusão da obra da UPA do Bairro Moreninhas II
O deputado estadual, Amarido Cruz (PT), encaminhou indicação ao prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, solicitando a conclusão das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Moreninhas II, em Campo Grande.
Além disso, na indicação o deputado estadual Amarildo Cruz solicita reforma e adequações necessárias do prédio para a abertura da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Moreninhas II. A obra já deveria ter sido concluída há mais de um ano.
O deputado estadual, durante visitas da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa à unidades de saúde de Campo Grande, a qual é presidida pelo parlamentar, conheceu a obra inacabada da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Moreninhas II.
Amarildo Cruz teve acesso a estrutura da UPA das Moreninhas e ficou surpreso com o que viu. O local é um grande prédio que inclusive poderia virar um hospital, mas que está completamente vazio e já em processo inicial de degradação.
“A UPA precisa ser entregue o quanto antes aos moradores do Bairro Moreninhas II. Centenas de pessoas precisam todos os dias de atendimento médico e é inadmissível que uma obra daquele porte esteja inacabada. Pessoas estão sofrendo por falta de atendimento médico e a inauguração da UPA vai possibilitar melhor qualidade de vida para várias delas”, finalizou.
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